quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Na Melodia de silêncio


Num abraço de clausura
De um silêncio que te castiga
És a noite que te envenena
A dança lenta que te fustiga

Somos a sombra que escurece tudo
Quando nos perdemos de nós próprios
A tinta escura que tinge as outras
Num quadro triste sem parede

De olhos abertos na escuridão
É ver-nos recuar a meio
Desta besta negra, a solidão

Melodia de silêncio por desligar
De uma tristeza quase patológica
Que não se abandona por dar cá aquela palha

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