Num abraço de clausura
De um silêncio que te castiga
És a noite que te envenena
A dança lenta que te fustiga
Somos a sombra que escurece tudo
Quando nos perdemos de nós próprios
A tinta escura que tinge as outras
Num quadro triste sem parede
De olhos abertos na escuridão
É ver-nos recuar a meio
Desta besta negra, a solidão
Melodia de silêncio por desligar
De uma tristeza quase patológica
Que não se abandona por dar cá aquela palha